quarta-feira, 29 de julho de 2015

Curiosidades do século XIX: mechas de cabelos

Cabelos de Benjamin Constant Botelho de Magalhães, cortados por ocasião
de sua morte, em 1891.

Um dos itens guardados em nosso acervo bastante curiosos são as mechas de cabelos dos membros da família de Benjamin Constant. Encontramos várias, identificadas ou não, elementos de uma época em que era uma tradição guardar um "pedacinho" da pessoa, do que apenas sua lembrança. Fato é que os cabelos sempre foram ligados ao misticismo, aos ritos e crenças religiosos tradicionais ou pagãos, à vida e à morte do ser humano. Dos músculos de Sansão - cujos cabelos eram como um "concentrador de forças" - às tranças - que eram verdadeiras cordas - feitas dos longos e claros cabelos de Rapunzel, o mito é bastante conhecido, reconhecido e - ainda hoje - alimentado.

Mecha de cabelos de Maria Joaquina, viúva de Benjamin Constant,
cortada por ocasião de sua morte em 1921.


Em sua tese de doutorado "Tramas de afeto e saudade: em busca de uma biografia dos objetos e práticas vitorianos no Brasil oitocentista", a professora Irina Santos explica que, "os cabelos tornaram ímpares os indivíduos e passaram a figurá-los. Cachos ou mechas cortadas das cabeleiras foram guardados e dedicados como relíquias raras e valiosas, (...)como parte imutável do corpo de uma pessoa querida e testemunho de momentos e vínculos afetivos."

Mecha dos cabelos do Dr. Claudio Luiz da Costa, sogro de Benjamin Constant.


Outra explicação sobre este hábito foi dada pelo professor de Mitologia, Astrologia e Artes Cid Marcus em seu blog: "uma tradição importante é a que liga os cabelos e as unhas ao poder vital e à força do homem, neles se concentrando as virtudes e propriedades do ser. Para muitos, essa tradição está na base do culto das relíquias de santos e o costume de conservar, como lembrança, uma mecha de cabelos que tenha pertencido a um ente amado ou os primeiros dentes de leite de uma criança.". Falando nisso, encontramos em nosso acervo, várias mechas dos cabelos das crianças da família.

Mecha dos cabelos de Olympia Costa Gonçalves Dias, viúva de Gonçalves Dias,
cunhada de Benjamin Constant.

Neste post destacamos apenas algumas delas para chamar a atenção sobre este hábito que remonta a séculos - pois a guarda de fios de cabelos existia desde a antiga civilização clássica grega. No entanto, o costume não teve continuidade no século XX: segundo a conclusão da tese da professora Irina "com o passar do tempo, o cabelo não voltou a ser considerado material adequado para significar as relações de afeto entre as pessoas, tampouco material conveniente para a confecção de objetos elegantes. O nojo a este material veio afastando os objetos de afeto e saudade do cotidiano e do que veio sendo considerado normal e de bom gosto, e os aproximou do bizarro ou excêntrico." E, de fato, atualmente, tornou-se "bizarro e excêntrico" ao menos observar este costume tão antigo.

Notas:
1 - Leia aqui um interessante post sobre uma caderneta feita por Maria Joaquina, esposa de BC, para presentear seu marido, que continha fios de seus próprios cabelos;

2 - A tese da professora Irina Santos deu destaque a esta caderneta confeccionada por Maria Joaquina, já que se trata de uma peça que registra um hábito do século XIX. Em visita a nosso Museu, a professora pode avaliar de perto esta verdadeira "joia de afeto", ou seja, um objeto confeccionado intencionalmente para manter vivas as recordações de uma relação afetiva, das mais importantes de nossa história.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Oficinas de arte durante o 25º Arte de Portas Abertas

CONVITE do 25º Arte de Portas Abertas,  que acontece no próximo
final de semana aqui em Santa Teresa. Clique para ver maior.

Já é tradicional em nosso bairro, todos sabem: no meio de cada ano, em um determinado final de semana, os artistas de Santa Teresa, abrem as portas de seus ateliers para receber o público de toda cidade - e também muita gente de fora dela - para exibir sua produção, trocar ideias e experiências, compartilhar conhecimentos, enfim, realizar um verdadeiro "Acontecimento Cultural" que já faz parte do calendário turístico do Rio de Janeiro. Apoiando a Chave Mestra - Associação dos Artistas Visuais de Santa Teresa, que organiza o evento - nosso Museu será um dos espaços que acolherá um pedacinho da programação.

Parte da programação do evento. Clique para ver maior.

Neste ano receberemos três oficinas de arte, voltadas para todas as faixas etárias, no sábado e no domingo próximos, dias 25 e 26 de julho, quando o famoso 25º Arte de Portas Abertas vai acontecer. Confira abaixo todos os detalhes:

* OFICINA DE BRINQUEDOS DE PANO
Com Martha Loureiro e Miriam Freitas
Público alvo: crianças de 5 a 10 anos.
Domingo, dia 26/07, das 10h às 12h, no Caramanchão do Parque
 
A Oficina de Brinquedos de Pano desenvolve de forma lúdica a construção de brinquedos com reaproveitamento de tecidos e diversos materiais, resgatando culturalmente algumas brincadeiras e brinquedos esquecidos e incentivando o convívio e a participação em atividades de grupo.


Exemplo de um Painel Poético.


* OFICINA ARTE EM PANO - PAINEIS POÉTICOS
Com Beth Araujo e Martha Loureiro
Público alvo: crianças, jovens, adultos e idosos a partir de 10 anos.
Domingo, dia 26/07, das 14h às 17h, na Varanda da Casa de Bernardina - Sede do Museu

A oficina de Arte em Pano – Paineis Poéticos é um trabalho surpreendente e belo feito com tecidos os mais diversos e elaborados sob a orientação das artistas e arte educadoras Beth Araujo e Martha Loureiro. Acreditamos que esta iniciativa seja uma forma de ampliar o conhecimento e incentivar a criatividade já que os paineis são confeccionados com reaproveitamento de materiais inusitados para muitas pessoas.

CONTATOS:
Beth Araújo - (21) 98377-6530
Martha Loureiro - (21) 99620-9536
E-mail: bethfaraujo@yahoo.com.br

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* OFICINA LIVRE DE BARROGRAVURA
Com Cristina Felicio dos Santos
Aberto ao público.
Sábado, dia 25/07 e domingo, dia 26/07, das 15h às 17h, no Caramanchão do Parque

A oficina de Barrogravura é um projeto lúdico, que inclui contação de estórias, confecção de placa de argila sobre lona no chão, impressão da placa com os pés e as mãos e reprodução da grafias em papel e tecido com argila colorida.

CONTATO:
Cristina Felicio dos Santos - (21) 98123-0485 ou (21) 2508-9661
E-mail: cristinabarrogravura@yahoo.com.br

Serviço:
25º Arte de Portas Abertas

Ateliers abertos nos dias 25 e 26 de julho de 2015, das 10h às 18h
em todo o bairro de Santa Teresa

As oficinas acima terão lugar em nosso parque, que fica na
Rua Monte Alegre, 255 - Santa Teresa
Tel.: (21) 3970-1168 ou (21) 3970-1177

A programação poderá ser alterada e/ou cancelada em função das condições climáticas

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Jornada Técnica de Preservação e Conservação

O convite para a 19ª Jornada Técnica do Museu Histórico do Exército.


Seguindo a tradição de todos os anos, o Museu Histórico do Exército - em parceria com a sociedade museológica da cidade - realizou, no último dia 23 de junho, sua 19ª Jornada Técnica. Neste ano os temas abordados foram a preservação e conservação de acervos museais e nosso museu foi convidado a participar, demonstrando como são executadas as rotinas ligadas a estas atividades em nosso museu casa. Nossa diretora, a museóloga Elaine Carrilho proferiu palestra sobre o assunto no auditório do Forte de Copacabana, que atraiu profissionais e estudantes da área.

Elaine Carrilho, durante palestra no auditório do Forte de Copacabana.


O tema da palestra não poderia ser outro: "A Reserva Técnica do Museu Casa de Benjamin Constant - um estudo de caso", a qual apresentou particularidades de nossos acervos documental, bibliográfico e museológico, como é feita a guarda e a higienização dos itens envolvidos, sem esquecer de mostrar os estudos e trabalhos que vêm sendo feitos no sentido de tratar e acondicionar a Reserva Técnica. Desde a organização para abertura do Museu Benjamin Constant, no início da década de 80, as peças de menor tamanho não expostas, são guardadas dentro do mobiliário em exposição, mantendo-se para isso os devidos cuidados e medidas de segurança.

O evento foi dos melhores, prestigiado também por nossos mediadores que aproveitaram para adquirir um conhecimento maior sobre a face técnica museal de nossa entidade. A diretora Elaine Carrilho foi agraciada com a medalha comemorativa de 100 anos do Forte de Copacabana (comemorados em 2014). O público presente deu um retorno muito positivo sobre as palestras que foram proferidas por museólogos, restauradores, conservadores, estudiosos, entre outros, e renovou discussões em torno de assuntos vitais para museus, casas históricas e espaços culturais. Que venham outros momentos bons como este!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Mais um pouco sobre Alimentação Viva - receita de Suco de Clorofila

A lentilha comum e germinada: sementes como estas são a base da Alimentação Viva.


Continuando nosso último post, vamos falar mais um pouco sobre Alimentação Viva. Desta vez, um pequeno trecho que nos foi enviado por Carla Forster, instrutora formada pelo "Curso de Alimentação Viva" do Projeto Terrapia. Confira:

"Segue a descrição do alimento vivo:

Na alimentação viva, os alimentos são consumidos in natura, porque o processo de cozimento destrói grande parte dos seus nutrientes, tornando-os desvitalizados, ao contrario do alimento in natura que é rico em minerais, enzimas e vitaminas.

A base da alimentação viva é a semente germinada pois ao germinar a semente está no seu momento de maior vitalidade, proporcionando uma alimentação mais rica e de mais saciedade.


Verduras e legumes crus compõem a classe dos alimentos ditos "vivos".



Atualmente, a grande maioria do que ingerimos são alimentos desvitalizados, gordurosos e extremamente calóricos, contendo apenas 'calorias vazias'. Esse tipo de alimento só tem valor energético, mais nada. Consumindo estritamente alimentos desvitalizados, automaticamente, nosso corpo também se tornara fraco, doente e sem vida.

A Alimentação Viva busca nos reconectar à natureza, fonte primordial de alimentos. Ao reduzir o consumo de alimentos cozidos, processados, ricos em pesticidas, conservantes, açúcares e gorduras, diminuímos o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.
"

Quintessência da Alimentação Viva, o Suco de Clorofila deve ser
preparado com todos os cuidados preconizados por este tipo de dieta.

O Suco de Clorofila é considerado o verdadeiro "carro chefe" da Alimentação Viva. Na Internet você encontra muitas receitas dele, mas esta foi testada e aprovada por um dos centros de referência em alimentação viva. Confira:

SUCO DE CLOROFILA

Ingredientes:
2 maçãs
1 xícara de semente germinada
1 copo de liquidificador de folhas verdes aromáticas a gosto


Preparo:
Processe as maçãs no liquidificador. Extraia o sumo passando num coador de pano ou voal. Não coloque água, basta prensar a maçã com um pepino ou uma cenoura (biossocadores) para pressionar.
Devolva o sumo ao liquidificador e acrescente aos poucos as folhas verdes comestíveis como: grama de trigo — folha de abóbora — folha de batata-doce — couve — chicória - acelga — alface — agrião — hortelã — capim-limão ou outra que desejar.
Lembre-se que o objetivo é extrair o sumo verde, portanto você pode usar qualquer folha verde comestível que tiver em casa ou ainda as folhas comestíveis não cultivadas.
Acrescente a semente germinada. Coe novamente num coador de pano para retirar as fibras, pois desse modo a clorofila pode ser melhor absorvida.

Observações:
1 - Não substitua a maçã por outra fruta, pois elas interferem na absorção da clorofila. Se quiser, pode acrescentar legumes;
2 - As sementes germinadas de casca dura (muita celulose) podem ser usadas nos sucos, pois serão coadas ao final. Por exemplo: girassol, arroz e aveia com casca, painço, alpiste etc...

DICAS de PLANTAS AROMÁTICAS PARA USAR NO SUCO (em pequena quantidade):
ALECRIM (Família Labiatae) - Rosmarinus officinalis L.
ALFAVACÃO ou ALFAVACA CRAVO (Família Labitae) - Ocimum gratissimum L.
BASILICÃO (Família Labiatae) - Ocimum basilicum
CAPIM LIMÃO (Família Gramineae) - Cymbopogon citratus L. (DC) Stapf
CIDREIRA (Família Laminaceae) - Melissa officinalis L.
CIDREIRA de arbusto ou brava (Família Verbenaceae) - Lippia alba (Mill) N.E.Br.
ERVA DOCE (Família Umbelliferae - Apiaceae) - Foeniculum vulgare
ESTEVIA (Família Asteracea) - Stevia rebaudiana (Bertoni) Bertoni
FOLHA DE EUCALIPTO (Família Myrtaceae) - Eucalyptus globulus Labill
FOLHA DE LIMÃO (Família Rutaceae) - Citrus limon (L.) Burmf
HORTELÃ (Família Labiatae) - Mentha arvensis pulegium L.Mentha x villosa Huds
HORTELÃ PIMENTA (Família Laminacea) - Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng
MANJERICÃO (Família Labiatae) - Ocimum selloi Benth
MANJERONA (Família Labiatae) - Origanum majorana
ORÉGANO (Família Laminaceae) - Origanum vulgare L.
SALSA (Família Umbelliferae) - Petroselinum crispum (Mill.) A.W. Hill
SALVIA (Família Labiatae) - Salvia officinalis L.
TOMILHO (Família Labiatae) - Thymus vulgaris L.



NOTA
A instrutora de Alimentação Viva Carla Forster oferece os seguintes serviços: 
. Oficinas de Alimentação Viva Individuais ou em Grupo, Atendimento Personalizado;
. Apresentação da Alimentação Viva;
. Oficina de Suco de Clorofila/Germinação;
. Preparação de doces e tortas vivas sob encomenda para eventos.
Contato: carlasforster@hotmail.com - (21) 9 8884-6400

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Um pouco sobre Alimentação Viva

Lembrando do evento da Semana de Museus deste ano - sobre o qual você lê aqui - trazemos um pequeno vídeo gravado com os instrutores do Terrapia - Carla Forster e Messias Vital - sobre Alimentação Viva. Assista:



Só para complementar, pode-se dizer, em linguagem corriqueira, que na Alimentação Viva, nada pode ser cozido, frito ou assado e todos os alimentos utilizados no preparo das receitas são de origem vegetal. "Alimento Vivo" é o que se consome quando se opta por este tipo de alimentação, baseada em sementes germinadas, brotos e vegetais crus. Mas, para fazer uso da Alimentação Viva de verdade, é necessário realizar uma ampla reflexão sobre seu estilo de vida e seu envolvimento com os cuidados ambientais, entendendo que o ser humano é integrante da "rede da vida", e não apenas um ser que precisa se alimentar para viver. Ou seja: além de repensar o que se come, também se repensa o modo como se vive, o dia a dia que se leva, a forma como se pensa. Trata-se enfim de uma verdadeira filosofia de bem viver, que não se restringe apenas aos alimentos que consumimos.

No evento em nosso parque, Carla Forster e Messias Vital prepararam na hora
docinhos vivos com sementes germinadas e suco de clorofila: uma delícia!

O Terrapia é um projeto que nasceu dentro da FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz , aqui no Rio de Janeiro, e hoje já se tornou uma associação praticamente autônoma. Eles se definem como "uma associação criada e composta pelos próprios usuários, constituída legalmente como 'Associação Terrapia' ", que conta com o apoio fundamental e voluntário da idealizadora do projeto, Dra. Maria Luiza Branco Nogueira da Silva.

Hoje um espaço de referência em Alimentação Viva, o Terrapia desenvolve, através de práticas cotidianas, uma culinária brasileira sem cozinhar os alimentos e um modo de olhar o próprio corpo como ecossistema e meio de participação na preservação ambiental. São inúmeras atividades voltadas para este tipo de dieta, recebendo e orientando novos integrantes, visitantes e estagiários em oficinas, cursos e vivências, e na participação em eventos, convênios e parcerias.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Dia Mundial do Meio Ambiente: vamos aproveitar o verde do Rio de Janeiro?

Pesquisa: Ariana Santos e Paulo Ribeiro
 Técnicos em turismo

A Estrada das Paineiras, que leva até o Cristo Redentor, tem diversas quedas d´água como a da imagem.

Comemorado no último dia 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente tem raízes históricas: no mesmo dia, no ano de 1972, na Suécia, foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, mais conhecida como “Conferência de Estocolmo”. Nela foram estabelecidas diretrizes e ações para que houvesse um maior cuidado com a natureza terrestre, já bastante ameaçada então. Já falamos aqui sobre a necessidade de tomarmos atitudes para preservar o meio ambiente, tocando em assuntos como sustentabilidade, reciclagem, reuso, etc. Mas nesse post vamos dar algumas dicas para sair por aí curtindo áreas verdes da nossa cidade.

A belíssima Cachoeira das Almas fica bem dentro do
Parque da Tijuca: um dos maiores parques urbanos do mundo.
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Nosso museu, nosso bairro - Santa Teresa - e nossa cidade são muito “conectados ao verde”, possuindo muitos parques com espaços de convivência, trilhas, caminhos, jardins e até cachoeiras a serem visitados. Um deles é a Estrada das Paineiras, que serve de caminho para um dos monumentos mais conhecidos do mundo: o Cristo Redentor. Contando com uma linda vista da cidade, a trilha das paineiras é uma ótima oportunidade para se exercitar e, ao mesmo tempo, respirar o ar puro da floresta, aproveitar algumas quedas d’água – tanto por sua beleza quanto pelo prazer que um banho nessas águas proporciona – além de usufruir das belezas da fauna e da flora pelo caminho. O trajeto exige médio esforço e dura em torno de 45 minutos, podendo ser feito a pé ou de bicicleta.

No Parque do Flamengo grupos realizam caminhadas, passeios de bicicleta,
partidas de vôlei, basquete, tênis e futebol, e uma série de outros
esportes, à beira mar e em meio ao verde.


Para quem não está muito acostumado a caminhadas como esta, dentro do Parque Nacional da Tijuca é possível fazer uma pequena trilha até a “Cachoeira das Almas”, que possui poucas subidas e um visual maravilhoso da Mata Atlântica ao redor.

Lagos e remansos convidativos à contemplação são um dos
destaques do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
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No Parque Lage funciona a Escola de Artes Visuais: uma das melhores da cidade.
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Mas se você não estiver com disposição para uma caminhada, também pode aproveitar belos visuais e ar puro visitando locais como o Parque Lage e o Jardim Botânico (ambos localizados no bairro do Jardim Botânico), a Quinta da Boa Vista, (que fica no bairro de São Cristóvão e que se trata nada menos que “os jardins” do antigo Palácio Imperial, atualmente conhecido como Palácio de São Cristóvão, onde funciona o Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia), e ainda o Parque do Flamengo (localizado no bairro de mesmo nome), que são ótimos para que as crianças andem livres, ou com seus brinquedos, para contemplar a natureza abundante do entorno, para a prática de caminhadas leves e de alguns esportes, e até mesmo para fazer um belo piquenique com a família e amigos. Todos possuem espaços que permitem uma ou outra dessas atividades, alguns oferecem quiosques e espaços de alimentação e atrações extras das melhores, como viveiro de plantas – caso do Jardim Botânico – quadras poliesportivas – no Aterro do Flamengo – e até o Jardim Zoológico, que fica dentro da Quinta da Boa Vista.


A natureza e a Baía da Guanabara vista de uma das trilhas de nosso Museu.
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Nosso museu também não poderia ficar de fora desses trajetos ecológicos. Temos uma trilha leve que percorre a parte superior de nosso parque em meio a diversas espécies de árvores, inclusive frutíferas, visadas interessantes para o os bairros da Tijuca, Rio Comprido, para o centro da cidade e também para o casario histórico de Santa Teresa. Essa caminhada muitas vezes pode ser acompanhada por animais e aves silvestres da região com direito a um espaço de descanso em nosso mirante, voltado para a Baía de Guanabara. Venha conferir!

Fonte das imagens: Internet

ATENÇÃO: 
Bonita por natureza, a cidade do Rio de Janeiro encanta qualquer um, mas trata-se de uma metrópole cheia de problemas, inclusive os de SEGURANÇA. Por este motivo, ao se dirigir a um parque ou uma área com menos gente, atente para sua segurança. Para seu conforto, nosso parque dispõe de serviço de vigilância própria interna. 


sexta-feira, 29 de maio de 2015

13ª Semana de Museus: o evento

A animação foi geral ao final da apresentação da banda "Elektromato".

No sábado passado, dia 23/05, realizamos um pequeno evento no parque de nosso museu, com curadoria e organização da Rede Ecológica - Núcleo Santa Teresa, que já realiza sua entrega semanal de orgânicos - apenas para associados - aqui mesmo, todo sábado pela manhã. A parceria surgiu há cerca de um ano, mas só agora, aproveitando o tema da Semana de Museus - "Museus para uma sociedade sustentável" - o evento foi aberto ao público. E quem veio, curtiu. Veja nas fotos abaixo um pouquinho do que aconteceu neste dia:

Logo no início, a arrumação dos alimentos nas cestas dos associados chamava a atenção de todos pela beleza dos hortifrutigrangeiros orgânicos.

As mudinhas de espécies de nosso parque ficaram à disposição dos visitantes e amigos.


Um grupo de visitantes fez uma caminhada por nossas trilhas, conduzidos 
por nosso servidor João de Oliveira.


Nossa diretora, Elaine Carrilho, dá as boas vindas a todos, apresenta a Semana de Museus e a parceria com o Núcleo Santa Teresa da Rede Ecológica.

Carla Forster e Messias Vital, instrutores do projeto social Terrapia, falaram sobre "Alimentos Vivos" e demonstraram na hora como se fazia docinhos vivos com sementes germinadas e suco de clorofila, respectivamente.

A banda "Elektromato", que só toca melodias e cantos de povos nativos, 
animou - mesmo - o encontro.

Renato Martelleto e o Sr. Luis estiveram presentes oferecendo seus orgânicos.


A palestra de Pablo del Arco, do grupo "Águas de Março", sobre captação da
 água da chuva atraiu muita gente.

Foram realmente momentos de encontro e festa em nosso parque, onde a natureza, a sustentabilidade, a ecologia e as boas práticas pessoais e em sociedade deram a orientação geral para as trocas de ideias. E aguarde: teremos outros posts a respeito desse evento e sua temática!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Na FLIST 2015

Organizada pelo CEAT - Centro Educacional Anísio Teixeira - anualmente, a FLIST
já faz parte do calendário de nosso bairro. E até mesmo, da cidade.

Tal como no ano passado - veja post aqui - tivemos o prazer em tomar parte na FLIST - Festa Literária de Santa Teresa - através da Santa Rede - Rede de Instituições e Produtores Culturais de Santa Teresa, a qual fazemos parte desde seu início.

Na barraquinha da Santa Rede no evento, além dos folhetos dos membros houve também divulgação
dos 500 anos de Santa Teresa, com comemoração prevista para o próximo mês de outubro.


Neste ano, os homenageados da Festa foram o poeta, escritor, jornalista - e agora também "imortal" da Academia Brasileira de Letras - Ferreira Goulart, além de Roger Mello, jovem escritor e ilustrador, primeiro latino-americano a vencer o Prêmio Hans Christian Andersen de Ilustrações. A programação do evento foi muito rica (como sempre!) e o Parque das Ruínas - já tradicional ponto de encontro em nosso bairro para este e vários outros eventos de destaque - foi muito visitado por moradores e visitantes de toda a cidade.

Sempre com muitos visitantes, esse ano a FLIST abriu espaço a produtores
de alimentos orgânicos para uma melhor difusão deste tipo de alimentação.

A barraquinha da Santa Rede esteve montada próximo ao espaço das livrarias e comidinhas, que, neste ano, privilegiou produtos orgânicos. Também havia o grande picadeiro onde as crianças se divertem brincando, ouvindo histórias contadas por diversos escritores e contadores de histórias, além de artesanato selecionado e exposição de arte.

Além de Ferreira Goulart e do escritor e ilustrador Roger Mello, os 450 anos da Cidade
Maravilhosa também foram tema, homenagem e inspiração para a FLIST.


Além de divulgarmos a Santa Rede para o público, aproveitamos para também comunicar que estamos no ano em que se comemora o V Centenário de Santa Teresa d´Ávila, padroeira do convento que deu nome ao bairro. E, dentro dessa ideia, despertamos a curiosidade de vizinhos e amigos de todo o Rio, além de novos parceiros - instituições ou não - que desejam participar do evento comemorativo em outubro.

Ficamos muito contentes com tudo que vimos e com o destaque, o acolhimento e os contatos que fizemos. A FLIST só vem aumentando sua presença no roteiro cultural da cidade como um todo e foi mais uma ótima chance de apresentrarmos a Santa Rede.