terça-feira, 31 de março de 2015

Mas afinal de contas, onde fica a Escada do Selarón?

A primeira visão da escadaria que leva ao Convento de Santa Teresa: conhecida mundialmente como "a Escada do Selarón".

Uma das atrações turísticas mais procuradas de Santa Teresa é, com certeza, a já famosa "Escada do Selarón". Em visita ao nosso museu, vários turistas e grupos de turistas nos perguntam COMO chegar lá, pois não há sinalização adequada, nem mesmo uma marca nos mapas que eles sempre carregam, de onde fica esta escada...

Resolvemos então "botar a mão na massa" e, pelo menos, mostrar onde fica a tal escada. Quem sabe agora, até mesmo moradores da cidade, que nunca estiveram na região, possam descobrir e curtir toda a engenhosidade de um homem que transformou um lugar. Veja o trecho e o roteiro que nossos recepcionistas e técnicos em turismo, Ariana Costa e Paulo Ribeiro, prepararam para facilitar o passeio:


Totalmente revestida em azulejos - inteiros, cacos ou partes - e outros materiais do tipo,
a escadaria se destaca na paisagem de Santa Teresa.

Os bairros da Lapa e de Santa Teresa não seriam os mesmos sem a existência de Jorge Selarón. Nascido em uma pequena cidade do Chile em 1947, ao completar 10 anos, foi conhecer Buenos Aires. E nunca mais parou: seu desejo de desbravar o mundo era grande demais para que ele se fixasse em qualquer lugar. E, efetivamente, após completar 17 anos, pôde concretizar esse desejo, viajando para mais de 50 países, incluindo vários na Europa e alguns do Oriente, como a Índia. Depois, estabeleceu-se no Rio de Janeiro.

A presença constante de turistas torna o local animado e ainda mais curioso.
Já em sua nova residência - agora fixa – no ano de 1990, Selarón iniciou seu trabalho mais conhecido, que interliga Lapa a Santa Teresa, renovando a escadaria de 215 degraus que ficava em frente à sua casa e levava ao Convento de Santa Teresa - monumento que marcou o início do povoamento da área. A princípio, seus vizinhos não viam com bons olhos o trabalho do artista, muitas vezes zombando-o e desencorajando-o a continuar seu trabalho. Mas não foi o que ocorreu: Selarón tinha vontade firme e persistiu, sempre desenhando mulheres negras grávidas (segundo ele, um problema pessoal), e cada vez mais adicionando cores a esse verdadeiro "ponto de encontro" da cidade do Rio de Janeiro. Porém, a idade foi chegando e, como único zelador e criador de sua escada, tinha grandes custos para arcar com o mesmo e por isso começou a vender as pinturas de todos os lugares que já havia visitado.

 

Após anos de trabalho, muito empenho e muito dinheiro pessoal investidos, a escadaria do Convento de Santa Teresa tornou-se o sucesso que é até hoje, sendo tombada pela Prefeitura em 2005 e se transformando em um dos marcos da cidade – inclusive com “novo nome”, a conhecida Escada do Selarón. O lugar foi cenário de gravações de vídeo clipes como o de Michael Jackson ("They Don´t Care About Us") e Snoop Dog ("Beautiful"), além de programas de televisão, filmes, séries e até mesmo um ensaio para uma edição da revista Playboy norte americana.

No entanto, mesmo com esse sucesso e, como consequência, uma maior circulação de pessoas, a venda e o consumo de drogas, persistem na região. Afinal, a vida não é um mar de rosas, e no dia 10 de janeiro de 2013, aos 65 anos, Jorge Selarón foi encontrado morto no local de seu maior trabalho: a escadaria a qual dedicou uma boa parte de sua vida. Junto com sua morte, a escadaria estava por fim, terminada, já que Jorge Selarón não deixou "herdeiros artistas".

Após a infeliz perda de Selarón, a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro passou a zelar pela escadaria, que fica entre a Rua Joaquim Silva e a Ladeira de Santa Teresa.

E como se chega à escada do Selarón?

Criamos dois mapas bem básicos com três roteiros possíveis. No primeiro, você vê como, saindo de nosso museu, pode percorrer o bairro de Santa Teresa num passeio de cerca de 35 minutos passando por ladeiras e vielas tradicionais no bairro, além de algumas de suas atrações turísticas. Veja:



1º roteiro
PARTINDO DO MCBC
Tempo: aproximadamente 35 minutos
Caminhada moderada com ladeiras

Clique para ver maior.



1 – Partindo do Museu Casa de Benjamin Constant- rua Monte Alegre, 255;

2 - Suba a rua Monte Alegre e vire a primeira à esquerda;
Sugestão: Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo e Biblioteca Pública de Santa Teresa - rua Monte Alegre, 306 - casa de uma das mais importantes moradoras de Santa Teresa, mecenas das artes na cidade no século XIX. O Centro Cultural apresenta algumas exposições de arte e muitos eventos nos fins de semana;

3 - Suba a rua Paschoal Carlos Magno;

No caminho para o Largo dos Guimarães, ainda na rua Paschoal Carlos Magno,
diversos bares e restaurantes atendem aos mais diversos paladares.
 Sugestão: nesta rua você encontra inúmeros bares e restaurantes que servem desde lanches até refeições completas, além da Igreja Luterana;

4 - Largo dos Guimarães;

E já no Largo dos Guimarães, o sobrado do Cine Santa exibe filmes da atualidade com um jeitinho de antigamente.

Sugestão: se tiver um tempinho, curta um bom filme no "Cine Santa", ou sente-se em algum lugar da região e observe os transeuntes - gente típica do lugar ou, muitos turistas...

5 – Siga em frente na rua Almirante Alexandrino em direção à rua Dias de Barros;

Trecho da rua Almirante Alexandrino vista do Largo do Guimarães: pequenas lojas, bares e restaurantes estão aqui mesmo.

Sugestão: no trajeto você poderá conhecer diversas lojinhas de souvenirs;

6 - Largo do Curvelo;
 Sugestões: em um dos pontos mais conhecidos de Santa Teresa, aproveite o mirante com uma linda vista para o Pão de Açúcar;

A belíssima vista que se tem da Enseada de Botafogo e do Pão de açúcar, a partir do Parque das Ruínas.
Clique para ver maior.

Se quiser apreciar uma incrível vista da cidade, você pode virar a esquerda, na rua Murtinho Nobre, subir alguns metros e aproveitar a vista do Parque das Ruínas e conhecer o Museu da Chácara do Céu;

Vista do Centro do Rio também a partir do Parque das Ruínas.


7 - Seguindo a rua Dias de Barros, vire na esquina do “Bar do Serginho” e desça a Ladeira de Santa Teresa;

8 - Após passar pela rua Gonçalves Fontes, vire à esquerda e você chegou na Escada do Selarón!



PARTINDO DOS ARCOS DA LAPA OU DO PASSEIO PÚBLICO:
Tempo: aproximadamente 10 minutos
Caminhada leve

Clique para ver maior.



2º roteiro

1 - Arcos da Lapa
Aqueduto construído entre os séculos XVII e XVIII, bem no Centro da cidade do Rio de Janeiro, que, a partir de 1896, passou a ser utilizado como viaduto para os bondes de ferro da Companhia de Carris Urbanos, principal meio de acesso ao bairro de Santa Teresa.

2 - Atravesse a Avenida Mem de Sá e entre na primeira rua à esquerda, esquina com o “Lapa Irish Pub”;

3 - Siga por toda a rua Joaquim Silva;

4 - Vire a primeira à esquerda, na esquina do “Hotel para Solteiros J Silva”, e pronto: você chegou na Escada do Selarón!

Um dos registros de Jorge Selarón.


3º roteiro

1 - Passeio Público;
Parque localizado no bairro da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro, inaugurado no século XVIII, tendo sido o primeiro parque público das Américas. Foi projetado pelo o escultor e arquiteto Valentim da Fonseca e Silva - o "Mestre Valentim";

2 – A partir da rua Teixeira de Freitas, atravesse e entre na rua Tenório Regadas, seguindo sempre em frente;

3 – Atravesse a rua Joaquim Silva e continue seguindo em frente – chegou à Escada do Selarón!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Santa Rede no Facebook

Para quem nos acompanha há algum tempo, deve se lembrar de um grupo cuja criação foi proposta por nosso Museu - e pelo Museu da Chácara do Céu, inicialmente: trata-se da Santa Rede, rede que agrega instituições e produtores culturais de nosso bairro, Santa Teresa, e que está em atuação desde 2013. Veja maiores detalhes no texto abaixo que, a partir deste mês, será disponibilizado nos espaços dos participantes:



E agora a Santa Rede tem uma página no Facebook! A intenção é a de divulgar eventos em nosso bairro, de modo que moradores, visitantes e o público em geral possam saber a programação cultural que ocorre por aqui, quase que de modo contínuo. Cada um dos membros divulga sua programação, mas também compartilhamos avisos de feiras, encontros, shows, espetáculos, passeios, etc., desde que ocorram em nosso bairro. Curta, visite, prestigie e participe!

www.facebook.com/santaredest

Membros (em março/2015)

Ballet de Santa Teresa * Bloco Carmelitas * CEAT * FLIST
CCM Laurinda Santos Lobo * Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga
Parque das Ruínas * Chave Mestra * Espaço de Dança Marcelo Chagas
Estúdio Denise Tenório * Instituto Fayga Ostrower * Experimental
Museu Casa de Benjamin Constant * Céu na Terra * Prazeres Tour


Veja outras notas e notinhas sobre a Santa Rede aqui e aqui.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Poda em nosso parque

Em plena rua Monte Alegre, um momento da poda das árvores de nosso parque.
Em janeiro deste ano, realizamos uma poda de nossas árvores de modo a tornar o crescimento e florescimento de espécies mais adequado, e também para remover possíveis galhos, frutos, ervas daninhas e outros materiais que não condizem com um espaço verde bem cuidado. O trabalho deverá ser realizado novamente dentro de um ano, e sempre contando com recursos do governo federal.

O contraste entre folhas novas, pós poda, e mais antigas.

A poda foi das melhores e mais necessárias, trazendo mais vitalidade a nosso parque através da abertura de grandes clareiras entre as árvores de maior porte, que sombreiam espécies menores e que acabam tendo dificuldades para se desenvolver. Com isso já estamos presenciando o nascimento de novas árvores, arvoretas e arbustos, além da "correção" no crescimento - às vezes desordenado - de algumas espécies. Um exemplo disso é o belo renque de folhas novinhas de uma pé de Sapoti, que já nasceu no lado onde mais galhos foram retirados.

A remoção dos resíduos contou com algumas caçambas.

Muito trabalho ainda precisa ser realizado em nosso espaço verde para que ele proporcione todo bem estar possível a nossos vizinhos e visitantes. Neste momento está sendo elaborado um projeto de renovação de nosso parque, e um plano de manejo será o resultado final do mesmo. Com base neste plano teremos como planejar cada um dos eventos necessários a se efetuar no espaço, o momento adequado para tanto, obtendo uma área realmente bela e saudável para todos. Mas, por enquanto, a natureza agradece o "toque de cuidado" concluído, que foi um pouco maior do que já realizamos todos os dias.

No platô superior, a folhagem das árvores também está toda renovada.

terça-feira, 3 de março de 2015

Renascendo

Um dos primeiros cliques: a Sabiá como rainha em seu reino, o ninho.

De volta!

Nosso blog está de volta, trazendo as principais notícias e novidades de nosso museu neste ano de 2015. E, apesar de já estarmos nos aproximando do outono (sim, ele virá para levar os dias 'calientes' de verão embora...), nos lembramos de um registro fotográfico do nascimento de dois sabiás feito na última primavera...

Os dois filhotinhos ainda bem pequenos e quase sem penugem...

As imagens foram feitas no período de duas a três semanas, praticamente diariamente, desde que os pequenos "apontaram" no ninho. Mas é importante esclarecer: este foi o segundo ano que este ninho foi ocupado por uma família de passarinhos. É isso mesmo: na primavera de 2013, uma outra família montou este ninho bem no cantinho de um nicho para ar condicionado no segundo andar de nossa sede. Mamãe passarinho fez seu trabalho com acerto e três lindos rebentos voadores começaram a viver em nosso parque. E, na última primavera, no ano passado - em 2014 - a pequena família de sabiás tomou conta do mesmo ninho! A natureza surpreende, não?

Repare na sequência de imagens como os filhotes foram bem tratados. E o ponto alto de toda nossa observação: um momento em que mamãe sabiá leva comida no bico dos pequenos. Uma be-le-za!

Biquinhos mais bem formados, olhinhos super atentos e até penas!

Momento lindo e importante: alimentando os bebês.


E assim... iniciamos nosso ano! Sempre esperando por belas surpresas como esta...

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Revendo 2014

Um "ponto alto" deste ano: a intevenção Artística "Um Jantar com Benjamin".

Um ano como nunca. Mas, qual ano é igual a outro que passou? Nenhum deles, não é mesmo? Pois aqui em nosso museu, 2014 também foi diferente de tudo o que veio antes. E, através de nosso blog, podemos recuperar alguns momentos mais importantes e mostrar a vocês um "pequeno balanço" do que foi feito. Vamos a ele!

Em janeiro ainda falávamos sobre "acontecimentos de 2013": além da receita do "Bokhasi" - adubo orgânico de origem japonesa - que nos foi passada em outubro, na comemoração de 31 anos de vida de nosso museu casa pelo produtor rural Sr. Alexandre Lopes - tivemos também um evento de encerramento da intervenção artística "Amor,". Foi o "finissage" da mostra que distribuiu muito afeto por todos os lugares do museu, para todos que aqui estiveram.

O "Primeiro Troca Troca de Livros Infantis", capitaneado pela escritora
Janine Rodrigues, agitou os parque do Museu logo em janeiro.

Entramos mesmo no novo ano com o Primeiro Troca Troca de Livros Infantis que teve lugar em nosso caramanchão. Organizado pela escritora Janine Rodrigues, foi um belo momento para verificar quantos eventos do tipo podem ser criados pensando nos pequenos, e na natureza que, aqui, nos abençoa em abundância. Continuando com o tema "natural" fechamos o mês com os "Flamboyants em Flor", tanto aqui no parque do Museu quanto por todo o bairro de Santa Teresa.

Em fevereiro três posts começaram a contar um pedacinho da história de nosso museu casa. Nosso historiador, Marcos Lopes, iniciando uma ampla pesquisa sobre o tema (ainda em andamento), nos falou sobre alguns destaques da formação do museu. Uma outra nota importante foi sobre a máquina de datilografia que ocupa o escritório gabinete de nosso patrono: não, ele não a utilizou, mas sim seu sobrinho, Amilcar Botelho de Magalhães, que trabalhou com o Marechal Candido Rondon, que por sua vez foi aluno e discípulo de Benjamin Constant. É muita história ligada a uma "simples" máquina de escrever...

Nosso "Doutor Verde", o historiador Marcos Lopes - de preto - e a banca que aprovou seu novo título.

Em abril tivemos o prazer de comemorar o doutoramento de nosso historiador, Marcos Lopes. Com uma tese sobre o trabalho do fotógrafo austríaco Mario Baldi no Brasil, o título foi defendido perante banca da Universidade Federal Fluminense - UFF com muito sucesso e, a partir da mesma, divulgamos em nosso blog um pouco sobre os registros pioneiros de nossa terra e de nosso povo feitos pelo fotógrafo, que viveu aqui entre as décadas de 1920 a 1950.

Muita gente prestigiou o 1º Pic Nic de Trocas de Mudas e Sementes em maio.

De volta no mês de julho, registramos um importante evento ocorrido em nosso parque nos primeiros dias de maio: o 1º Pic-Nic de Troca de Sementes e Mudas, idealizado pelo grupo paulista Árvores Vivas, foi o primeiro do gênero realizado em nossa cidade e comemorou a chegada do outono. Entre as atividades, houve feira de orgânicos e degustação de suco verde, além de uma palestra com Manfred Bert sobre... minhocas! As crianças presentes adoraram ver e até mesmo tocar nos bichinhos, além de entender sua importância para o arejamento do solo.

Neste mesmo mês tomamos parte da FLIST - Festa Literária de Santa Teresa - através da Santa Rede - Rede das Instituições e Produtores Culturais de Santa Teresa - da qual somos membros. Vale a pena ver de novo também o post sobre o início do transporte coletivo no Rio de Janeiro, curiosidade que nos revela que carruagens e bondes foram dos primeiros meios de transporte em massa da população.
O pouquíssimo conhecido plano inclinado de Santa Teresa foi objeto de duas notas em agosto.

Em agosto cabe destacar os posts sobre o pouco conhecido "Plano Inclinado de Santa Teresa", que se localizava em frente à nossa casa histórica, e o testemunho muito especial de um menino: Benjamin Fraenkel, neto de Benjamin Constant, que utilizou tal meio de transporte e acesso para chegar à casa de seu avô.

A 24ª edição do evento "Arte de Portas Abertas" em Santa Teresa ocorreu logo no início de setembro e trouxe a nosso parque a mostra "Tudo Que É Sólido Se Desmancha No Ar", onde quatro artistas plásticos, comandados pela curadora Ziza Dourado, aceitaram o desafio de mostrar que o sólido pode sim, ser bastante leve. Instalações e esculturas foram bastante admiradas por nossos visitantes durante um mês, até 12 de outubro.

Você sabe o que é um "gomil" e sua "bacia"? Um post dos mais interessantes do ano foi publicado em agosto.

Na oitava edição da Primavera de Museus, ainda em setembro, realizamos nosso primeiro concurso cultural: um concurso de fotos "selfie", onde o busto de Benjamin Constant - que fica defronte a nossa casa histórica - deveria aparecer. Foi o desafio que lançamos aos nossos visitantes. Infelizmente, devido a uma série de fatores, a participação foi diminuta e apenas a vencedora do concurso, Kamylle Amorim, enviou uma foto de acordo com as regras que adotamos.

Outubro, mês de aniversário de nosso museu, é sempre muito movimentado. Neste ano, particularmente, como programamos alguns eventos de produção um tanto complexa, nosso envolvimento foi maior. E, além da programação do mês, realocamos nosso Acervo Documental junto ao Acervo Bibliográfico em nossa sede - a já conhecida "Casa de Bernardina" - e realizamos uma pequena atividade para marcar a passagem do "Outubro Rosa". E, exatamente em 18 de outubro - aniversário de Benjamin Constant e do Museu - inauguramos a intervenção artística "Um Jantar Com Benjamin".

Um post sobre os "notáveis" escolhidos para participar da mostra "Um Jantar com Benjamin" foi destaque em fins de outubro. Os positivistas franceses - inspiradores de Benjamin Constant - Auguste Comte e Claudete de Vaux, estiveram "presentes"!

A mostra ocupou a Sala de Jantar de nossa Casa Histórica com muito glamour: peças em vidro artesanal reciclado do artista plástico Paulo Vergueiro guarneceram a mesa do jantar de aniversário de nosso patrono acompanhadas por algumas peças clássicas de nosso acervo. Chamou atenção a beleza do serviço em vidro colorido - primordialmente em verde e amarelo, conforme linha criada pelo artista para este ano, inspirado pela Copa do Mundo e pelas Eleições para Presidente no Brasil. A partir desta montagem, realizamos uma atividade lúdica, dirigida tanto aos visitantes da casa quanto os que nos acompanham via internet: em uma mesa de 12 lugares, um deles foi deixado vazio com a indicação de "O Convidado Desconhecido". Cabia aos visitantes indicar, em uma pequena cédula, quem gostariam de ver completando a mesa. Nenhuma restrição de época, sexo ou campo profissional foi feita para a indicação deste convidado. E daí as respostas foram bastante variadas e muito interessantes - confira o post completo a respeito aqui.

Permanecemos durante um mês com a mesa do jantar montada para visitação, até o mês de novembro. E na Semana da República - que, neste ano, convencionamos aconteceria entre 15 e 23 de novembro - realizamos mais um evento no dia 19/11, o Dia da Bandeira.

Dia 5 de novembro, Dia Nacional da Cultura: destaque em nosso blog.

Muito gentilmente, as crianças do Coral do Ballet de Santa Teresa, vieram cantar o hino nacional e o hino à bandeira durante seu hasteamento. Houve acompanhamento musical feito pelo trumpete de nosso colega Edivaldo Amaral e, ao fim da pequena cerimônia, o que passamos a chamar de "O Sorvete do Imperador" (sorvete de pitanga, o que mais agradava ao Imperador Dom Pedro II, ofertado pela empresa Mil Frutas), foi servido aos pequenos em comemoração. Nesta nota você lê tudo a respeito.

Também em novembro destacamos os "Sítios Históricos da República", aqui
no Rio de Janeiro. A Igreja Positivista - ora em reforma - é um deles.

Em novembro também recebemos convite para participar de uma atividade muito importante: a Igreja Positivista, passando por um período de renovação, está firmando um Termo de Cooperação Técnica, que será assinado pelas diretoras Elaine Carrilho, de nosso museu, e Magaly Cabral, do Museu da República, visando à identificação e tratamento de seu acervo. E desta forma, (novamente...) Marcos Felipe, nosso historiador, esteve no templo para, efetivamente, "colocar a mão na massa", isto é, participar de um pequeno mutirão de limpeza do acervo que se encontra dentro do prédio, que entrará em obras completas de recuperação. Fez-se necessário um bocado de panos, escovas, água, sabão, muita boa vontade e muito carinho pela história para fazer uma primeira limpeza de tudo, de modo a transportar as peças para outros locais onde ficarão guardadas durante o período de obras do prédio.

E para coroar um ano tão prolífico, tivemos um dezembro igualmente movimentado: o fundo de documentos Agliberto Xavier foi devidamente colocado à disposição para consultas em nosso arquivo histórico e - surpresa das surpresas! - um chapeu que pertenceu a nosso patrono, vendido por uma de suas filhas a um museu do Paraná, em meados dos anos 1950, retornou à sua origem. O professor curitibano Arthur Virmond Neto fez questão de trazê-lo aqui em nosso museu para doá-lo a nosso acervo! Foi emocionante receber mais um fragmento da vida daquele a quem, diariamente, cultuamos a memória.

Agorinha mesmo, em meados de dezembro, o destaque foi um chapeu
que pertenceu a Benjamin Constant, de volta ao acervo.

Ufa! Quanta coisa aconteceu, hein? E muitas outras nem foram citadas aqui... O tempo voa, o tempo urge, e já, já é 2015. Um ano que, esperamos, seja tão produtivo quanto este. Nossa previsão é de realização de boa manutenção em nosso parque e de alguns acertos no museu casa, mas você ficará sabendo de tudo através de nossas mídias sociais - visite nossa página no Facebook e/ou nosso Twitter pois este blog entra em recesso por hora.

Desejamos a todos um Feliz Natal e um  
Ano Novo cheio de alegrias!